la rebelión consiste en mirar una rosa

hasta pulverizarse los ojos


Alejandra Pizarnik


El gran escritor Julio Cortázar será reeditado en Brasil / Julio Cortázar será publicado na Companhia das Letras / Efe, Companhia das Letras, 2/04/2018








La Companhia das Letras, uno de los mayores grupos editoriales de Brasil, anunció hoy que adquirió los derechos sobre la obra de Julio Cortázar en Brasil y que la reeditará a partir de 2019, cuando se conmemoran 105 años del nacimiento y 35 de la muerte del autor argentino.
El lanzamiento de una nueva colección de Cortázar en Brasil, que incluye 19 obras, comenzará con una caja especial de dos tomos inédita en el país y que incluye todos los cuentos del argentino, informó Companhia das Letras en un comunicado.
Posteriormente, y de forma gradual, serán lanzados los demás libros traducidos al portugués, comenzando por Rayuela (1963), Historias de cronopios y de famas (1962), Bestiario (1951) y Todos los fuegos el fuego (1966).
La colección reeditada también incluye la obra Los autonautas de la cosmopista, que lanzó en 1983 con su entonces esposa, Carol Dunlop, y que no es publicada en portugués desde 1991.
Igualmente serán reeditados Final del juego (1956), Las armas secretas (1959), Octaedro (1974), Queremos tanto a Glenda (1980), Un tal Lucas (1979), Los premios (1960), 62 Modelo para armar (1968), Divertimento (1986), El examen (1986), La vuelta al día en ochenta mundos (1967), Último round (1969), Discurso del oso (1952) y la versión del cuento El Perseguidor (1959) que fue ilustrada por el también argentino José Muñoz.
Las nuevas ediciones contarán con portadas diseñadas exclusivamente por el ilustrador estadounidense Ricchard McGuire, responsable por producciones publicadas por las revistas The New Yorker y Le Monde, según la editora brasileña.
La reedición de Cortázar en Brasil será posible luego de que Companhia das Letras adquiriera los derechos de las obras del escritor argentino en Brasil, que pertenecían al grupo editorial Record.
De acuerdo con Emilio Fraia, el editor de Companhia das Letras, responsable por la colección de Cortázar, el argentino pasa actualmente por un momento de redescubrimiento.
"Él comienza a ser leído de una nueva forma, menos automática y reverente. A veces es necesario que surja una nueva generación de lectores para ver un escritor con cierta distancia. Es lo que vamos a tener la oportunidad de hacer ahora con Cortázar", afirmó Fraia citado en el comunicado de la editora.

Fuente: Efe
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Carol Dunlop y Julio Cortázar en París. Foto José Alias


Julio Cortázar será publicado na Companhia das Letras



Num ensaio escrito no fim dos anos 2000, o escritor argentino Fabián Casas fazia um clamor: “Quero que Cortázar volte. Que voltemos a ter escritores como ele – certeiros, comprometidos, bonitos, sempre jovens, cultos, generosos, falastrões”.
Em 2019, no aniversário de 105 anos de seu nascimento, e 35 anos após sua morte, o autor de O jogo da amarelinha estará de volta. É com enorme alegria que a Companhia das Letras anuncia a publicação da obra de Julio Cortázar, um dos mais inventivos escritores do século vinte, um autor lido sempre com fervor e entusiasmo.
Desde as primeiras linhas de “A casa tomada”, conto que abre seu livro de estreia, Bestiário, de 1951, Cortázar deixou sua marca inconfundível no cânone latino-americano e mundial. Para o professor e crítico Davi Arrigucci Jr., autor de O escorpião encalacrado – uma das análises mais completas e notáveis já feitas da obra do autor argentino –, “a escrita de Cortázar se distingue, entre os grandes narradores hispânicos do século vinte, pelos riscos com que assumiu a liberdade de inventar, por vezes beirando o limite da destruição da narrativa ou o impasse do silêncio [...] Uma literatura de invenção marcada na essência pela busca e pela experimentação contínua de novos rumos. Uma obra em rebelião permanente, em constante transformação”.
A coleção Julio Cortázar na Companhia das Letras começará com a publicação, inédita no Brasil, de uma reunião de todos os contos do escritor argentino, em uma caixa, em dois tomos.
Depois, serão lançadas novas edições de O jogo da amarelinha (1963), Bestiário (1951), Final de jogo (1956), As armas secretas (1959), Todos os fogos o fogo (1966), Octaedro (1974), Queremos tanto a Glenda (1980), História de Cronópios e Famas (1962), Um tal Lucas (1979), Os autonautas da cosmopista (1983), Os prêmios (1960), 62 modelo para armar (1968), Divertimento (1949), O exame (1950), A volta ao dia em oitenta mundos(1967), Último round (1969), O discurso do urso (1952) e a versão ilustrada por José Muñoz do conto O perseguidor.
Os livros terão capas feitas especialmente para as edições brasileiraspelo artista norte-americano Richard McGuire – capista da revista The New Yorker e autor de um dos mais cultuados romances gráficos de todos os tempos, Aqui, que assim como O jogo da amarelinha propõe uma abordagem original e não-linear do tempo narrativo.
Para o editor Emilio Fraia, Cortázar passa por um momento de redescoberta. “Ele começa a ser lido de um jeito novo, menos automático e reverente”, diz. “Às vezes é preciso que surja uma nova geração de leitores para enxergar um escritor com certa distância. É o que vamos ter a oportunidade de fazer agora com Cortázar”.


2/04/2018