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Elizabeth Bishop e Lota de Macedo Soares en "Flores Raras": Glória Pires vive triângulo homossexual em novo filme de Bruno Barreto/ "Gloria Pires vive triángulo lésbico en nueva película de Bruno Barreto" / por Stella Rodrigues, 5 Ago 2013, Rolling Stone / "Glória Pires fala do desafio de viver uma personagem real e interpretar em inglês" -" Gloria Pires habla del desafío de hacer un personaje real e interpretar en inglés", Globo Filmes 16/08/ 2013




Flores Raras: a história de amor da arquiteta Lota de Macedo Soares  (a idealizadora do Aterro do  Flamengo e da poetisa Elizabeth Bishop




Flores Raras: la história de amor de la  arquiteta Lota de Macedo Soares  (la creadora del parque   Aterro do  Flamengo ) y de la  poetisa Elizabeth Bishop


/ por Globofilmes




Glória Pires fala do desafio de viver uma personagem real e interpretar em inglês  / Gloria Pires habla del desafío de hacer un personaje real e interpretar en inglés.



Glória Pires estreou em uma grande produção de cinema como protagonista do filme “Índia, a Filha do Sol” em 1981. Desde então, sua filmografia ficou marcada pela diversidade de estilos nos personagens que interpreta. Na bem-sucedida franquia “Se eu Fosse Você”, de Daniel Filho, a atriz trocou de corpo por duas vezes com Tony Ramos. Em “Lula, o Filho do Brasil”, de Fábio Barreto, interpretou Dona Lindu, mãe do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva.

Gloria Pires se inició en el cine en una gran producción como protagonista del filme  “Índia, a Filha do Sol” en 1981. Desde entonces, su filmografía quedó marcada por la diversidad de estilos en los personajes que interpreta. En la exitosa franquicia  “Se eu Fosse Você”, de Daniel Filho, la actriz cambió de cuerpo dos veces con Tony Ramos. En “Lula, o Filho do Brasil”, de Fábio Barreto, interpretó a Doña Lindu, la madre del ex presidente Luis Ignacio da Silva.

Com mais de 15 filmes no currículo, Glória dá mais uma prova de sua versatilidade, ao interpretar a arquiteta Lota de Macedo Soares, no longa-metragem de Bruno Barreto que chega ao circuito em 16 de agosto. Na coprodução Globo Filmes ela atua boa parte do tempo em inglês para recriar o romance da idealizadora do Aterro do Flamengo com a poetisa americana Elizabeth Bishop (Miranda Otto), que viveu no Brasil entre 1951 e 1966. Em entrevista ao portal Globo filmes, a atriz revela detalhes da relação entre as duas personagens e conta curiosidades sobre os bastidores das filmagens. 

Con más de 15 películas en su currículum, Gloria da una prueba más de su versatilidad al interpretar a la arquiteca Lota de Macedo Soares, en el largometraje de Bruno Barreto que se estrena el 16 de agosto. En la coproducción de Globo Filmes ella actúa buena parte del tiempo en inglés para recrear el romance de la creadora del Aterro do Flamengo con la poetisa america Elizabeth Bishop (Miranda Otto), que vivió en Brasil entre 1951 y 1966. En la entrevista al portal Globo Filmes, la actriz revela detalles de la relación entre los dos personajes y cuenta curiosidades sobre el detrás de cámara de la filmación.

Como é o desafio de levar às telas uma personagem real?
Lota é um personagem importante para a vida do Rio, mas que pouquíssimas pessoas conhecem. Foi um desafio interpretar essa mulher à frente de seu tempo, visionária, que tinha como principal preocupação fazer com que a cultura estivesse viva entre população da cidade. O último projeto dela, que foi o Aterro do Flamengo, cumpre essa missão. Eu tenho que inventar palavras para definir como foi interpretar este personagem fantástico. 

Cómo es el desafío de llevar a la pantalla un personaje real?
Lota es un personaje importante para la vida de Río, pero que poquísimas personas conocen. Fue un desafío interpretar a esa mujer adelantada a su tiempo, visionaria, que tenía como principal preocupación hacer que la cultura estuviera viva entre la población de la ciudad. El último proyecto de ella, que fue el Aterro do Flamengo, cumple esa misión. Yo tengo que inventar palabras para definir como fue interpretar a este personaje fantástico.

Em relação ao romance vivido pelas protagonistas, o que você acha que uma viu na outra?
Acredito que o fato das duas terem uma história de perda de suas famílias pode ter as unido. Uma era o oposto da outra, acho que isso gerou essa atração. O casamento durou 15 anos.

En relación al romance vivido por las protagonistas, ¿qué crees tú que vio una en la otra?
Creo que el hecho de que las dos tienen una historia de pérdida de sus familias puede haberlas unido. Una era lo opuesto de la otra, creo que eso generó atracción. El casamiento duró 15 años.

Você atuou em inglês e contracenou com atrizes com outras formações e bagagens. Como é essa dinâmica no set? 
Ótimo. Houve uma empatia muito grande. A Tracy Middenfort e a Miranda Otto são duas excelentes atrizes. No início, foi um pouco trabalhoso ficar à vontade com ideia de atuar em inglês, mas foi tudo muito bom.

Tú actuaste en inglés e interactuaste con actrices con otras formaciones e experiencias. Cómo fue esa dinámica en el set?
Genial. Hubo una empatía muy grande. Tracy Middenfort y  Miranda Otto son excelentes actrices. En el inicio, fue un poco difícil sentirme a gusto con la idea de actuar en inglés, pero todo fue muy bien. 

Onde você foi buscar informações para construir a personagem?
Lota era muito reservada e não gostava de fotografias, por isso não existem muitas imagens ou registros audiovisuais nas quais eu pudesse me basear. Fui buscar em documentos e correspondências entre ela e o (governador) Carlos Lacerda. E também num livro americano sobre a Elizabeth Bishop que, consequentemente, traz muitas informações sobre a Lota. A partir dele peguei diversas referências em relação a ela, sobre seu jeito. Foi assim que tive um contato maior com a personalidade da personagem.

Donde buscaste informaciones para construir el personaje?
Lota era muy reservada y no le gustaban las fotografías, por eso no existen muchas imagenes o registros audiovisuales en los cuales me pudiera basar. Busqué en documentos y correspondencias entre ella y el (gobernador) Carlos Lacerda. Y también en un libro americano sobre Elizabeth Bishop que, por consecuencia, tiene muchas informaciones sobre Lota. A partir del libro tuve diversas referencias en relación a ella, sobre su forma de ser. Fue así que tuve  un contacto mayor con la personalidad del personaje.

Como era a relação da Lota com o Lacerda? 
Eles eram muito amigos e, de certa forma, suas ideias progressistas influenciaram algumas atitudes do Lacerda como político. Lota era uma mulher à frente de seu tempo.

Cómo era la relación de Lota con Lacerda?
Ellos eran muy amigos y, de cierta manera, sus ideas progresistas influenciaron algunas actitudes de Lacerda como político. Lota era una mujer  adelantada a su tiempo.

Você comentou que gostaria que quem fosse assistir ao filme não ficasse preso à questão da sexualidade.  Qual a principal temática de ‘Flores Raras’?
Todo filme que tem cenas de amor e de romance acaba atraindo um interesse especial das pessoas. Sendo a relação homossexual esse interesse cresce. A gente sabe que até hoje os homossexuais são perseguidos e naquela época mais ainda, por conta disso acredito que as duas buscavam essa vida mais afastada do meio social. A questão da homossexualidade está ali, mas o mais importante é conhecer a história dessa carioca e dessa americana.

Tú comentaste que te gustaría que la persona que viera la película no quedara atrapada por la cuestión de la sexualidad. ¿Cuál es la principal temática de "Flores Raras"?
Toda película que tiene escenas de amor y de romance acaba atrayendo un interés especial en las personas. Siendo una relación homosexual ese  interés crece. Una sabe que hasta hoy los homosexuales son perseguidos y en aquella época todavía más, a raíz de eso creo que las dos buscaban esa vida más apartada del medio social. La cuestión de la homosexualidad está allí, pero lo más importante es conocer la historia de esa carioca y esa americana.

Fonte: Globofilmes
16/08/2013

Traducción al español: vmi




Glória Pires vive triângulo homossexual em novo filme de Bruno Barreto







“Foram 17 anos esperando o projeto acontecer”, disse a atriz sobre Flores Raras, que conta a história de amor da arquiteta Lota de Macedo Soares  (a idealizadora do Aterro do  Flamengo e da poetisa Elizabeth Bishop


"Han sido 17 años de espera para que el proyecto se realizara", dijo la actriz sobre Flores Raras, que narra la historia de amor de la arquitecto Lota de Macedo Soares (la creadora del Aterro do  Flamengo de Rio de Janeiro) y la  poeta Elizabeth Bishop






As atrizes Miranda Otto e Glória Pires, o diretor Bruno Barreto e a produtora Paula Barreto participaram de uma coletiva no início da tarde desta segunda, 5, em São Paulo, para promover o filme Flores Raras, que conta uma versão da história de amor real vivida pela arquiteta Lota de Macedo Soares (Glória) e a poetisa norte-americana Elizabeth Bishop (a australiana Miranda) nos anos 50.
Las actrices Miranda Otto y Glória Pires, el director Bruno Barreto y la productora Paula Barreto participaron de una rueda de prensa al comienzo de la tarde este lunes, 5, en  São Paulo, para promover la película  Flores Raras, que cuenta una versión de la historia de amor real vivida por la arquitecta Lota de Macedoa Soares (Glória) y la poetisa norteamericana Elizabeth Bishop (la australiana Miranda) en los años 50. 
“Quando recebi o e-mail, não acreditava na minha sorte de ter o papel e de vir para o Brasil e fiquei maravilhada com a estética e cinematografia”, disse Miranda, logo no começo da entrevista. “Eu não sabia muito sobre Elizabeth Bishop e quando li o roteiro fiquei encantada com essas mulheres.”
"Cuando recibí el correo electrónico, no podia creer la suerte que tenía de tener el papel y venir a Brasil y quedé maravillada con la estética y  la cinematografía", dijo Miranda, al inicio de la entrevista. "Yo no sabía mucho sobre  Elizabeth Bishop y cuando leí el guión me quedé encantada con estas mujeres."
O projeto nasceu há quase duas décadas, quando Lucy Barreto, mãe de Bruno, comprou os direitos do livro Flores Raras e Banalíssimas – A História de Lota de M. Soares e Elizabeth Bishop, de Carmen Lucia Oliveira. Logo pensou em Glória Pires para o papel de Lota, mas teve dificuldade de encontrar um diretor.
El proyecto nació hace casi dos décadas, cuando Lucy Barreto, la madre de Bruno, compró los derechos del libro Flores Raras y Banalíssimas - La historia de Lota M. Soares y Elizabeth Bishop, de Carmen Lucía Oliveira. Inmediatamente pensó en Gloria Pires para el papel de Lota, pero tuvo problemas para encontrar un director.
“Minha mãe me ofereceu e eu não me interessei, aí ofereceu para o Hector Babenco e ele também não se interessou. Quando minha ex-mulher Amy Irving fez o monólogo da Marta Góes Um Porto para Elizabeth Bishop, lá nos Estados Unidos, senti uma ‘cosquinha’”, contou Barreto. Só então nasceu a vontade de trabalhar no projeto. “Fui ler o livro e passei anos tentando achar o ângulo. Aí me ocorreu que o que permeava tudo aquilo era a perda. A pessoa forte, resolvida, vai perdendo tudo e a pessoa alcoólatra, perdida, vai se fortalecendo porque aprende a lidar com a perda”, define Barreto.
"Mi madre me lo ofreció y yo no me interesé, ahí se lo ofreció a Héctor Babenco y él tampoco se interesó. Cuando mi ex esposa, Amy Irving, hizo el monólogo de Marta Góes  Un puerto para  Elizabeth Bishop, allá en los Estados Unidos, sentí un 'cosquilleo'", dijo Barreto. Sólo entonces nació el deseo de trabajar en el proyecto. "Leí el libro y pasé años tratando de encontrar el ángulo. Entonces se me ocurrió que lo que atravesaba toda esa historia  era la pérdida. La persona fuerte, resuelta, lo va perdiendo todo  y la persona alcohólica, perdida, se hace más fuerte porque aprende a lidiar con la pérdida ", dijo Barreto.
Glória aceitou o papel desde o início. “Foram 17 anos esperando o filme acontecer. Para mim foi um presente”, afirmou a atriz. “O que me atraiu até hoje em um personagem não foi a semelhança comigo, mas que tipo de vivência poderia ter com ele, que interpretação faria. E, claro, roteiro, diretor, a gente vai se cercando de coisas legais. Ela é muito mais aberta do que eu, sou muito mais comedida. Ela [Lota] pensava algo e ia atrás de realizar, eu sou mais de refletir.”
Gloria aceptó el papel desde el principio. "Han sido 17 años esperando que la película se realizara. Para mí fue un regalo ", afirmó la actriz. "Lo que me atrajo hasta el día de  hoy del personaje no fue la semejanza conmigo, sino que tipo de  vivencia podría tener  con él, que interpretación haría. Y, por supuesto, el guión, el director, una se va rodeando de cosas muy  interesantes. Ella es mucho más abierta de lo que soy, mucho más comedida. Ella [Lota]  pensaba  algo e iba inmediatamente trataba de realizarlo,   yo soy más de  reflexionar ".
Flores Raras, como quase sempre é o caso, não é uma cinebiografia 100% fiel aos fatos da vida real. Há concessões e liberdades artísticas muito bem-vindas. “O compromisso maior da ficção é com a verossimilhança e não com a realidade. Às vezes, você coloca a verdade na tela e não fica verossímil”, explicou o diretor.
Flores raras, como  casi siempre, no es un cinebiografía 100% fiel a los hechos de la vida real.Hay concesiones y libertades artísticas muy bienvenidas. "El mayor compromiso de la ficción es con la verosimilitud y no con la realidad. A veces se pone la verdad en la pantalla y no es creíble ", explicó  el director.
Por mais que a perda seja, de fato, a temática de maior peso no longa – algo que ele deixa abundantemente claro em todas as cenas e reforça até mais do que o necessário no final –, os relacionamentos de três mulheres homossexuais caiu como uma luva ao atual cenário político do Brasil. “O filme veio em um momento bom, quando essas questões já estavam em discussão. Ele acrescenta, mostra duas mulheres em uma vida conjunta absolutamente comum, desmistifica um pouco”, define Glória. Bruno acrescenta que as filmagens terminaram há cerca de um ano e meio, antes de essa ser uma pauta tão quente no país.
Por mucho que la pérdida es, de hecho,  la temática de mayor peso en el filme - algo que el deja muy claro en cada escena y refuerza aún más de lo necesario en el final-  las relaciones de tres mujeres homosexuales cayó como un guante en el escenario político actual de Brasil. "La película llegó en un buen momento, cuando  estas cuestiones ya estaban en discusión. Y  la película suma, porque  muestra a dos mujeres en una vida juntas absolutamente común, desmitifica un poco"  define Gloria. Bruno añade que la filmación terminó alrededor de un año y medio, antes de que este sea un tema tan caliente en el país.
“Se fosse a pauta do dia, seria mais fácil”, contou ele, que, ao lado da irmã Paula, teve dificuldade para captar dinheiro por causa da temática homossexual. “O Itaú, conservador, participou. O banco onde a gente tem conta não quis patrocinar”, disse. “Foi o maior investidor privado que tivemos. Não fosse isso, não teríamos pagado as dívidas”, complementou Paula, afirmando que foram R$ 13 milhões de investimento. “Filme de época é sempre caro”, disse sobre o projeto, que tem cenografia e figurinos caprichados e muitos efeitos especiais para deixar o Rio de Janeiro com cara de década de 50.
"Si fuera la agenda del día, sería más fácil", contó él, que junto a su hermana  Paula, tuvo problemas para conseguir eldinero por la temática homosexual. "El (banco) Itaú, conservador, participó. El banco donde tengo mi cuenta no quiso participar", dijo. "Fue el mayor inversor privado que tuvimos. Si no fuera por eso, no habríamos pagado las deudas", agregó Paula, afirmando que fueron £ 13 millones de inversión. "Hacer películas de época es siempre caro", dijo sobre el proyecto, que tiene escenografías  y trajes de época y muchos efectos especiales para mostrar a  Río de Janeiro con la cara de la década del 50.
Barreira do idioma
Outro ponto que tem se destacado na carreira para Glória é o desafio de interpretar em inglês. “A questão do inglês foi complicada. Tivemos apoio da Barbara, atriz norte-americana, que ajudou a soltar a língua. Me preocupavam mais as cenas de emoção, porque nessas horas você vai para o seu cantinho, seu conforto”, afirmou ela. Já o diretor maximizou a dificuldade que ela encarou, de trabalhar em outra língua, e destacou: “Sempre achei a Glória um monstro, é uma das maiores atrizes, como todo mundo sabe. Eu só não sabia que ela seria um monstro em inglês também. Penelope Cruz, Antonio Banderas... muita gente tenta e nem sempre dá certo. Eu não sei qual o segredo dela, só sei que deu muito certo.”


Barrera lingüística 
Otro punto que se ha destacado en la carrera de Gloria es el desafío de interpretar en inglés. "La cuestión del inglés fue complicado. Tuvimos el apoyo de Barbara, la actriz estadounidense, quien ayudó a aflojar la lengua. Me preocupaban más las escenas de emoción, porque en ese momento tú vas para tu lengua, tu comodidad" , dijo. El director maximizó la dificultad que ella enfrentó, de trabajar en otro idioma, y ​​dijo: "Siempre he pensado que Gloria es un monstruo, es una de las más grandes actrices, como todo el mundo sabe. Yo solamente no sabía que ella sería un monstruo también en inglés. Penélope Cruz, Antonio Banderas ... mucha gente intenta y no siempre funciona. Yo no  sé cuál es el secreto de ella, sólo sé que funcionó muy bien ".

Flores Raras, que chega aos cinemas brasileiros no próximo dia 16 e abre o festival de Gramado (que começa no próximo dia 9), também já foi exportado para países como Escandinávia, Arábia, Coréia e Alemanha. Será lançado na primeira semana de novembro, nos Estados Unidos – estrategicamente, para poder concorrer ao Oscar e Globo de Ouro.
Flores raras, que llega a los cines brasileños el 16 y abre el Festival de Gramado (que comienza el 9 de junio), ya fue  exportado a países como Escandinavia, Arabia, Corea y Alemania. Se dará a conocer la primera semana de noviembre, en los Estados Unidos - estratégicamente, para poder ser elegible para el Oscar y el Globo de Oro.

por Stella Rodrigues
5 Ago 2013
Traducción al español: vmi







Flores Raras

Filme recria ambientes da década de 50 e 60


A história de amor entre Elisabeth Bishop (poeta americana vencedora do Prêmio Pulitzer em 1956) e Lota de Macedo Soares (“arquiteta” carioca que idealizou e supervisionou a construção do Parque do Flamengo). Ambientado no Brasil dos anos 50 e 60, quando a Bossa Nova explodia e Brasília era construída e inaugurada, o longa acompanha a história dessas duas grandes mulheres e suas trajetórias 
Quem já foi ao cinema assistir a“Flores Raras” teve a oportunidade voltar 60 anos no tempo e conhecer melhor o Rio de Janeiro de meados do século XX. O filme de Bruno Barreto se passa durante os anos 50 e 60, quando a cidade vivia intenso período de expansão ao incorporar diferentes modelos de arquitetura e construir novos cenários e espaços. O longa registra esse ambiente de transformação da cidade através de um cuidado estético, recriando locais e adaptando cenários através de efeitos especiais e intervenções técnicas.

Para representar a época em questão, “Flores Raras” contou com o trabalho de parceria entre fotografia e direção de arte. O longa retrata a relação de amor entre a arquiteta brasileira Lota de Macedo Soares e a poeta americana Elizabeth Bishop. “Flores Raras” não abandona releitura fiel dos lugares pelos quais a história de amor das duas se passou. A Região Serrana fluminense, a cidade de Nova York e o próprio Rio de Janeiro foram recriados cuidadosamente no longa.

Lota, que é interpretada por Glória Pires, foi idealizadora do Parque do Flamengo. Para recriar o momento de construção do Parque, por exemplo, a equipe do filme foi gravar numa fazenda localizada no bairro do Recreio, Zona Oeste do Rio. O espaço tem uma enorme área aberta, que remete ao local que estava sendo construído. A equipe gravou na fazenda e em seguida no próprio Aterro do Flamengo, fazendo a junção dos espaços na pós-produção e dando a ideia de volta no tempo.  Segundo Mauro Pinheiro, diretor de fotografia do filme, o posicionamento de câmeras no espaço recriado foi tamanho, que até o movimento do sol foi estudado e representado na posição certa:

"Vivi muito tempo no Flamengo, então o parque sempre foi familiar pra mim.  O sol no parque nunca está à direita do Pão de Açúcar, por exemplo. Tivemos essa preocupação de encaixar esse espaço na rota do sol e quando formos ao Aterro filmar o mar e o entorno, tínhamos essa correspondência", detalha o fotógrafo.
Pinheiro conta que a opção por planos abertos ajudou a ilustrar esses espaços pelos quais o filme remetia. Segundo ele, quem assiste a “Flores Raras” vivencia o romance das duas personagens sem estar inserido num contexto claustrofóbico. O espectador é apresentado a uma grande quantidade de paisagens recriadas. O diretor lembrou ainda, que muitas cenas de continuidade precisaram de recursos digitais para alcançarem resultado. Mauro Pinheiro  citou o exemplo de um jardim, que não poderia ser destruído e acabou apagado através de efeitos especiais.  Ele acredita que o trabalho conjunto da fotografia com a direção de arte do filme foi fundamental na recriação desses espaços específicos. Para o fotógrafo, é impossível inclusive demarcar onde um dos departamentos deixa de interferir no que é definido pelo outro.



"Esses dois departamentos ficam misturados. Era um trabalho muito difícil e entrava esse terceiro elemento dos efeitos digitais. O jardim da casa da Serra não podia ser destruído, mas no começo do filme ele está em construção, então foram os efeitos que o derrubaram. Tinha a luz, a arte e os efeitos com os três aspactos caminhando juntos".

Em parceria com o trabalho realizado por Mauro na fotografia, a direção de arte de “Flores Raras” foi comandada por José Joaquim Salles. O diretor de arte reforçou que o uso de efeitos especiais foi fundamental para a releitura da época. Para ele, a ambientação de “Flores Rarars” para o período antigo aconteceu graças a uma cooperação mútua de seu departamento aliado ao de fotografia e também ao trabalho do diretor Bruno Barreto. Salles relembrou as dificuldades de preservar os espaços da época do filme e, em sua opinião,  o maior desafio estético ao voltar no tempo foram as variações da moda ao longo dos anos, que acaba transformando o que é antigo em atual. Segundo Salles, muitos elementos da década de 50 como móveis e artigos do gênero voltaram a ser usados hoje em dia.

"Um problema grande foi que tem muita coisa que voltou a ser moda hoje em dia, então, por mais que tivesse a ver com a época, ainda ficava com cara de atual. Tivemos que nos desdobrar e procurar outras referências para fazer o ambiente ter cara de anos 50 e 60", observa o diretor de arte.



“Flores Raras” estreou nos cinemas no último dia 16. O longa, que segue em cartaz em todo o país, é uma coprodução Globo Filmes

Fonte: Globofilmes
23/0820/13










Back in the Swim of Activism by Jane Fonda, 17 Mar 2015




Zachery Kimmel, 16 yrs, Angela Batuure, 19 yrs, Chloe Angyal, senior ed. Feministing, Jane Fonda







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Jessica Neuwirth, Gloria Steinem, Robin Morgan, Jane Fonda




I love acting, don’t get me wrong, and I’m excited about my new Netflix series, “Grace and Frankie,” with Lily Tomlin. But sometimes, when a long time goes by and I haven’t been speaking out (or acting out) in the presence of other women and men, girls and boys, on issues we are collectively fighting for, I feel like I’m emptying out, shrinking up, and the problems of the world feel like they will engulf me. I read 2 newspapers a day and I ache. I think about polar bears and elephants and gorillas and I cry. I think about the children growing up in the constant stress and horror of war and I fear for our future. I read that more Canadian soldiers and vets have committed suicide since 2004 than died in combat. Close to 50% of US vets have some symptoms of PTSD and I feel I could spend the rest of my life holding each one in my arms. There are those who think I don’t care about our soldiers and they are so wrong. But when I step back into my activism and hear what others are doing to make things better, safer, I feel empowered and emboldened. Try it some time. It helps if the issues you take on are things you feel in your gut, your deepest self.

I’ve been gone from home for 2 weeks. The first week I was in Miami with Richard. I guess you know by now that I love Miami—at least if you read my blog of January 8th.
I posted so many photos then that I didn’t take many this time (I tweeted a few, though). While I was there, I spent time with my son and daughter-in-law and with friends of Richards and mine and it was fun. The most vivid memory, however, was of a Tern seagull who flew into our large glass porch door while we were out. We found him lying on the deck with what appeared to be a wounded beak or perhaps worse. It was hard to tell. I told Richard to leave him be (I assumed it was a male and privately named him Homer) and I put out water and seeds from a cracker. Homer would occasionally move to a new place, sometimes standing, sometimes huddled up on the ground and we felt there was a chance he’d recover and fly away. But by the 3rd morning, we realized he needed more help and so we called Animal Protection Services who came, put him in a crate, and took him away. The female vet said she thought he “might get better with TLC.” It was all I could do to not call and check on him.

I wondered why I felt such empathy and grief over an anonymous seagull. I think Homer symbolized to me all sentient beings who are suffering right now and I recalled the comfort I felt when I saved a drowning bee from a swimming pool the day we learned about the Tsunami hitting Japan. Sometimes when circumstances feel overwhelming, all we can do is aid and comfort the smallest living things very close to us. I’m sure some of you know what I am talking about.

Anyway, after Miami, Richard went home and I spent a couple of days in Atlanta having meetings with the staff and board members of The Georgia Campaign for Adolescent Power & Potential. This year GCAPP turns 20 and we are planning a big celebration next September 24th. It is none to soon to begin putting all the pieces in place for that important event. I am so proud of the work we are doing under the leadership of our CEO Kim Nolte who came to us from the CDC and is a nationally recognized expert on youth development and teen sexuality. Check out our website. Since we started in 1995, teen pregnancy rates in Georgia have dropped by more than 50% which translates into more young people being able to stay in school and grow to adulthood without the challenges of raising a child. It also saves the state 100s of millions of dollars. GCAPP can’t claim credit for all this, HIV/AIDS has motivated more sexually active young people to use contraception and abstinence has gained traction among some young people. But GCAPP has kept the issue on the front burner, has brought evidenced-based sex ed curricula into 100s of schools and after school programs and, with our Second Chance Homes, made it possible for young girls with babies to live in safe environments, finish high school, learn to be parents and gain job skills.

From Atlanta, I managed to get to New York, although a day late because the airport was closed when a plane from Atlanta nearly slid off the runway…could have been me! I then spent a day and evening at the Conference on Men and Masculinities at the old Roosevelt Hotel.



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Left to right: Niobe Way, author and activist, me, Michael Kimmel who founded the Center on Men & Masculinities at Stony Brooke University and has written many books on the subject including “Guyland,” and Michael Kaufman, author and founder of the White Ribbon Campaign (WRC), a global movement of men and boys working to end male violence against women and girls.




There was a time when people might have thought it was inappropriate for men to be organizing alongside women to end violence and change the culture that causes men to do violence against women (the same culture that causes men to do violence against other men and to do violence against themselves.) But over the past 40 years, men as allies in the struggle for gender equality has grown from a few good men to a robust global movement involving tens of thousands of activists, institutions such as the U.N., health organizations, professionals, policymakers and NGOs.

I was excited to sit in on workshops and panels involving men from around the world discussing strategies for building networks, for how to be accountable feminist allies, for encouraging responsible fathering.

At the Saturday dinner, we were treated to an amazing performance by a hip hop poet, Kane Smego, that was truly jaw- dropping. Kane was followed by a stand-up comic, Hari Kondabolu, who did what few comics can–make serious issues hysterically funny without degrading them or being in any way cynical or negative. They were hard acts to follow, believe me, but that was my spot and I was interviewed on stage by three young people about why I was at the conference and why I felt men and boys should work for gender equality.


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I said I was there because I had had a father and 3 husbands, all of whom, I felt, had been wounded by patriarchy, the dominant paradigm that has made masculinity toxic and robbed too many men of their humanity; that this had played out in different ways in the men in my life but that it had hurt them all and me as well. I mentioned that I was there because I have a granddaughter and I want her to be able to grow up and find a partner who will love and nurture her and not feel the need to put her down in any way. I said that the ways that the culture causes men to feel they have to prove they are ‘real men’ does damage to their hearts. “Patriarchy” isn’t just bad for women and bad for Planet Earth. It is bad for men’s health as well.

Just watch how boy babies behave when first born and very early in life. They seek responsive relationship. They thrive when they are in relationship. They are born finely tuned to their mother’s moods and they freely express their own feelings–happiness when in a loving relationship, unhappy when without it. Slowly over time, this freedom of feelings, these spontaneous expressions of relationship, begin to fade as pressures to ‘be a man’ come to the fore because emotions and needing relationship is deemed ‘feminine.’ As I wrote in Prime Time, “Recent research indicates that in this society most males have difficulty not just in expressing but even in identifying their feelings. The psychiatric term for this impairment is alexytheemia and psychologist Bon Levant estimates that close to eighty percent of men in our society have a mild to severe form of it.”

Loss of emotion, loss of empathy, is not a loss of masculinity but a loss of humanity, a wound that is bad for men’s health—and women’s.

Not all men have trouble expressing feelings and being in intimate relationships. As I said in my book, boys can resist the dominant culture when they have an adult who helps them understand their uniqueness, that they aren’t better than girls, but wonderfully different; who instill in them qualities like being present, brave, trustworthy, a good team player, focused and goal-oriented (positive masculine qualities that are good for women as well!) A boy who grows up feeling it is okay to be wrong, to ask for support, who isn’t taught that asking for help shows weakness and vulnerability, this boy will grow up to be resilient. This is a boy who would wonder, if pressured to prove his ‘manhood,’ why it needed to be proven as opposed to it being his innate, authentic self.

This issue of how the dominant culture has harmed men is something that is near and dear to my heart. As I said, I’ve lived with it most of my life, I’ve seen it countless times on the ground in the work my organization in Georgia does with boys and as I have traveled the world. I will spend the rest of my life working on ways to change this.



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(Any resemblance to Ryan Gosling in the above poster is purely coincidental although I’m sure he would agree with its message!)



The night after the conference, a large group of donors and global women activists joined together at a party hosted by the Ford Foundation to launch a vital new non-profit, Donor Direct Action (DDA), which uses the web to link front-line international women’s rights activists with donors who can then share as well as support their work immediately and without any bureaucracy. It is led by the indomitable Jessica Neuwirth. As I met women from Syria, Iran, Afghanistan and Eqypt and heard them speak, I realized that when they return to their respective countries they risk coming face to face with dangers such as ISIS, Al Qeada etc. Yet there they were, speaking out, being photographed, all of which puts their lives in danger. Surely you’ve read how women and girls in their countries are killed just for going to school; just for trying to escape an unwanted marriage or domestic violence or female gentile mutilation. Yet they come to this country and risk their lives in the hope that people here will hear them and give support to their work. I urge you to visit the Donor Direct Action website and help these brave women. There you will find women-led non-profits in Palestine, Syria, Afghanistan, the Democratic Republic of Congo, organizations working against sexual trafficking and female genital mutilation, to end violence and to change discriminatory laws.

Here we are–as least a few of us. Left to right: Nozizwe from South Africa (she fought against Apartheid, became deputy Minister of Defense before starting a non-profit against sexual violence, Robin Morgan, me, Mouna from Syria who runs Syrian Women’s Forum for Peace, Najia from Afghanistan, Jessica Neuwirth and finally, Egyptian activist Hibaaq Osman who leads three NGOs working to end violence against women in the Arab region: Karama, the Global Dignity Fund and the Think Tank for Arab Women.




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Here I am at dinner with my Egyptian activist friend Hibaaq Osman


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My last day in New York, I spoke on behalf of Equality Now at the United Nations to discuss what women have achieved in the 20 years since the Fourth World Conference on Women in Beijing which I attended.


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I think I was invoking the spirit of Congresswoman Bella Abzug with who I spent time at the Beijing Conference and who was part of the U.S. delegation.

We’ve come a long way in twenty years -
  • 139 countries now guarantee gender equality in their constitutions
  • 125 outlaw domestic violence
  • 117 have laws against sexual harassment in the workplace
  • 117 have equal pay laws and 115 countries give women equal rights to own property
  • and 22 out of 28 African countries where female genital mutilation is practiced now have laws against it.
Just in the past 5 years in Morocco and Argentina rapists can no longer escape punishment by marrying or settling with their victims; Kenyan, Senegalese, and Surinamese women can now pass their citizenship to their children and spouses on the same basis as men; Iraqi women can get a passport without needing a man’s permission; Australian women can now apply for all jobs in the military; Bolivian women have less restrictions on their employment and married Swazi women can register property in their own name.

We still have a very long way to go. The new laws against sex discrimination aren’t always enforced; there are countries that are actually enacting new laws against women’s equality. No country can have true peace or prosperity when women are treated as less than men.

After I spoke, Tony award-winning actor, Sarah Jones, performed Women Can’t Wait!, becoming in the space of 15 minutes, a dozen different women, from different counties, with different languages, discussing the ways that sexually discriminatory laws have negatively impacted them. Sounds like a bummer? Not at all! She manages to do this with enormous humor. We hear the women’s pain but we laugh at the clever, funny ways Sarah has found to portray them. She is genius. And she did it all using only a shawl as costume. It became a veil, burka, turban, smart accessory, etc.

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While at the U.N. I met Rachel Moran, an Irish lass, who survived being a victim of sex trafficking and has written a book about her experiences and is building a movement of other trafficking survivors.

With all this, I managed to see my friend, Diane Lane in her new play, “The Mysteries of Love and Sex” at Lincoln Center, a jewel of a little play with extremely good acting—Diane is always a stand out. We had dinner afterwards at Shun Lee.

I also saw the hottest musical ticket in town: “Hamilton.” Who would have thought a musical about Alexander Hamilton could be right up there in a league with “West Side Story”. But then, it’s an all black cast and it’s told in hip hop. With me was my dear friend, Dr. Ann Beeder who treats veterans suffering from PTSD. Her stories always break my heart but at least someone of her empathy and smarts is working in this arena.

It has taken me 2 days to complete this blog. Whew! Enjoy.
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17 Mar 2015

Original Source: Jane Fonda

Carlos Giménez creó y dirigió el "Festival Pirandello" en 1984: programación, Revista Intermedio, Caracas, Ateneo de Caracas, mayo-junio 1984 / introducción viviana marcela iriart, 14 de marzo de 2015









Carlos Giménez fue  el creador y productor del  "Festival Pirandello", realizado en todos las salas y espacios del Ateneo de Caracas, desde el 23 de Mayo al 24 de Junio de 1984, con el auspicio de la Embajada de Italia, el Instituto Italiano-Venezolano de Cultura,  la Casa Sicilia y el Ateneo de Caracas

El "Festival Pirandello" incluyó teatro, con la participación especial de un grupo venido especialmente de Italia y grupos nacionales,  en el Ateneo de Caracas y Sala Rajatabla; cine en la Cinemateca Nacional; videosexposición y conferencias, con un experto en Pirandello venido de Italia, en el Ateneo de Caracas; y concurso de ensayo,  todo ideado por el genio creador de Carlos Giménez acompañado por María Teresa Castillo, su equipo de la Dirección de Teatro del Ateneo (que dirigía Carlos) y el invalorable aporte económico de la Embajada de Italia, el Instituto Italiano-Venezolano de Cultura y  la Casa Sicilia. 

En el "Festival Pirandello" participaron los siguientes grupos: 

"La Prova d`insieme" (Italia): "La fábula del hijo cambiado", Teatro Anna Julia Rojas

Grupo Rajatabla: "La Máscara frente al espejo", todos los espacios del Ateneo de Caracas

Grupo Actoral 80: "Esta noche se  improvisa en busca de personajes", Sala Rajatabla

Grupo Ateneo de Caracas: "Enrique IV"

 Grupo Raíces-Centro Cultural Prisma: "El gorro de cascabeles", Sala de Conciertos

Grupo Theja-Autoteatro: "Hermes Bifronte", Sotano Ateneo de Caracas

Grupo Teatral La Casa de Sicilia: "La Patente", Sala Rajatabla



Concurso de Ensayo "Pirandello y su tiempo" organizado por la Embajada de Italia, el Instituto Venezolano Italiano de Cultura, la Casa Sicilia y el Centro de Dramaturgia del Departamento de Teatro del Ateneo de Caracas , coordinado por Ibsen Martinez  y creado por inciiativa de Carlos Giménez. 


En la Cinemateca Nacional se realizó un ciclo  dedicado a Pirandello llamado "Teatro en el Cine" donde se exhibieron las siguientes películas: 

"Enrique IV" de Pastina
"Enrique IV" de Palermi
"Acciacio" de Ruttman
 "Canciones de Amor" de Righelli
 "Así es la vida" de Pastina

El Ciclo de Videos  se realizó en la Sala de Cine del Ateneo (más tarde llamada Margot Benacerraf): se proyectaron 13 novelas filmadas de las obras de Pirandello.

En el Hall de la sala de Cine del Ateneo se realizó la Exposición "Los Lugares de Pirandello". 

En la Sala de Conferencias del Ateneo de Caracas se dictaron una serie de Conferencias sobre Pirandello a cargo del profesor italiano Callari, especialista de la obra de Pirandello, quien viajó de Italia especialmente para participar del "Festival Pirandello". Las conferencias fueron sobre: 
"Pirandello, actor y guionista"
 "Seis personajes en busca de un autor"
 "Cuando y cómo Pirandello se acercó al cine"
 "El Cinema de 1930 a 1936"



14 de marzo de 2015







































El "Festival Pirandello" creado y dirigido por Carlos Giménez quedó registrado en el libro Una huella en el teatro venezolano, edición Espacio Anna Frank, Caracas 2009.


Fuente: viviana marcela iriart





Links

Carlos Giménez: Web

Libro homenaje, prólogo de José Pulido, 

textos de Carlos Giménez, entrevistas de viviana marcela iriart













Sí, "Te quiero" Carlos Giménez / artículo de viviana marcela iriart, 5 de marzo de 2015






“Por eso nos afectan tanto los recuerdos,

las fechas, los días de cumpleaños,

los nacimientos y las despedidas.

Algo de nosotros se queda en los calendarios sin uso,

tal vez para continuar aquella tradición temprana de coleccionar 

tarjetas postales.”

Carlos Giménez,  28 de febrero de 1991, El Nacional







Con esta canción de Mario Benedetti y Alberto Favero"Te quiero"cantada por la Schola Cantorum de Venezuela dirigida por María Guinand en el Cementerio del Este de Caracasdespedimos a Carlos Giménez por última vez el 29 de Marzo de 1993. Era su canción favorita.

La despedida había comenzado un día antes, el 28, cuando con profunda tristeza pero también con alivio porque dejaba de sufrir, nos enteramos que Carlos se había ido para siempre.

Nunca más Carlos en los pasillos de Parque Central, en el café Rajatabla, en el Ateneo de Caracas, cruzando la calle desde Parque Central al Teresa Carreño o viceversa; nunca más en las páginas de El Nacional con algún artículo memorable, en los ensayos, en los estrenos, en la dirección e inauguraciones de los festivales internacionales de teatro de Caracas. Nunca más la risa de Carlos, su picardía, su timidez, su rebeldía ante la injusticia, sus rabietas, su ternura, su generosidad, su melancolía, su honestidad, sus sueños, su talento, su conmovedor e inagotable talento en todo lo que hacía, que era mucho más que teatro.

Nunca más Carlos ayudando (entre tantos pero tantos) al hombre con discapacidad mental y física que cuidaba los carros en Los Caobos, vestía harapos y dormía en las calles, que terminó con ropa decente, "cuidando" Rajatabla, durmiendo en un camerino, comiendo todos los días y teniendo el respeto y el cariño de  la gente.  Ese hombre  que en su media lengua, llorando desesperadamente, miraba a Carlos, tan joven, tan bello en el féretro y decía: "¿Por qué te fuiste, Carlitos, por qué?"

El gobierno había decretado tres días de duelo nacional y toda Caracas parecía estar de duelo aunque seguramente exagero, porque cuando el dolor duele tanto a veces nos parece que toda la ciudad llora nuestras lágrimas. 

Pero en la  Funeraría Vallés parecía estar toda Venezuela y parte de América y Europa también. Afuera las calles estaban llenas de gente esperando que alguien saliera para poder entrar pero nadie salía, nadie quería dejar de estar a su lado y nadie abandonaba las calles tampoco. 

Recuerdo a su mamá, Doña Carmen, tan chiquitica y estoica, que miraba con ojos de pesadilla queriendo despertar pero sin embargo tan fuerte. Toda su familia conmovía por su entereza: sus hermanas, mi querida amiga Anita, y Norma; su cuñado Percy; su sobrino Carli, sus sobrinas Marianita y Gaby, tan jóvenes para tanto dolor.

Cuando el féretro salió la gente comenzó a aplaudir y gritar: "Bravo, Carlos, bravo", como sucedía en todos sus estrenos, y los aplausos y "bravos" de adentro se fundieron y multiplicaron con los de afuera y se convirtieron en un rugido emocionante que no impedía sentir la caída de las lágrimas, que subían hasta el Avila buscando consuelo.

Era un día de mucho sol el día que cantamos "Te quiero", hermoso, con una luz maravillosa que parecía haber sido diseñada por Carlos, pero para las cientos de personas que asistimos a su entierro no dejaba de diluviar, como en una de sus más hermosas obras, "El Coronel no tiene quien le escriba".

El sol volvió a salir con el tiempo, pero sin Carlos, nunca alumbró igual.


©viviana marcela iriart
5 de marzo de 2015



Te quiero

(Mario Benedetti - Alberto Favero)



Tus manos son mi caricia 
mis acordes cotidianos 
te quiero porque tus manos 
trabajan por la justicia 


si te quiero es porque sos 
mi amor mi cómplice y todo 
y en la calle codo a codo 
somos mucho más que dos 



tus ojos son mi conjuro 
contra la mala jornada 
te quiero por tu mirada 
que mira y siembra futuro 


tu boca que es tuya y mía 
tu boca no se equivoca 
te quiero porque tu boca 
sabe gritar rebeldía 

si te quiero es porque sos 
mi amor mi cómplice y todo 
y en la calle codo a codo 
somos mucho más que dos 

y por tu rostro sincero 
y tu paso vagabundo 
y tu llanto por el mundo 
porque sos pueblo te quiero

y porque amor no es aureola 
ni cándida moraleja 
y porque somos pareja 
que sabe que no está sola 

te quiero en mi paraíso 
es decir que en mi país
la gente viva feliz
aunque no tenga permiso 


si te quiero es porque sos 
mi amor mi cómplice y todo 
y en la calle codo a codo 
somos mucho más que dos.






Links

Carlos Giménez: Web

Libro homenaje, prólogo de José Pulido, 
textos de Carlos Giménez, entrevistas de viviana marcela iriart