la rebelión consiste en mirar una rosa

hasta pulverizarse los ojos


Alejandra Pizarnik








“Y estamos marchando todavía en las calles

Con pequeñas victorias y grandes fracasos

Pero hay alegría y hay esperanza

Y hay un lugar para ti”

Joan Báez





Joan Baez no Brasil: entrevista, criticas/ O Globo, O Estado de S. Paulo, janeiro 2014



Joan Baez emociona público em show no Araújo Vianna / Gustavo Brigatti, fotos Carlos Macedo, Zero Hora, Porto Alegre, 20-03-2014

Joan Baez, Porto Alegre, 19-03-2014. Foto Carlos Macedo.


Cantora tocou pela primeira vez em Porto Alegre nesta quarta


Joan Baez emociona público em show no Araújo Vianna Carlos Macedo/Agencia RBS
Joan conquistou a plateia com um repertório de clássicos em inglês, espanhol e portuguêsFoto: Carlos Macedo / Agencia RBS

Joan conquistou a plateia com um repertório de clássicos em inglês, espanhol e português
Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS
Foram 33 anos de espera para ver e ouvir uma das maiores musas da contracultura. Uma demora que, pela reação da audiência, valeu a pena. Demonstrando um domínio raro de público e repertório, Joan Baez finalmente estreou em solo brasileiro, na noite desta quarta-feira, no Auditório Araújo Vianna, em Porto Alegre. Da Capital ela segue para shows com ingressos esgotados no Rio, São Paulo e Recife.
Por aqui, Joan, 73 anos, encontrou um Araújo Vianna cheio – cerca de 2,8 mil pessoas saíram de casa para assistir a uma das figuras centrais da música folk voltada para o combate político e a denúncia social. E assistiram como se no palco se desenrolasse um culto, entremeando momentos de silêncio absoluto com explosões de catarse coletiva.
Os momentos de silêncio foram reservados, por exemplo, às canções que eram pouco conhecidas da maior parte da audiência – como a primeira faixa da noite, God is God, do seu disco mais recente, Day After Tomorrow (2008). Ou a doce Just the Way You Are, com Joan acompanhada apenas de piano e sua assistente fazendo segunda voz. Ou Flora, sucesso do cancioneiro de Peter, Paul and Mary. Nas vezes que explicou, com a ajuda de uma "colinha" em português, o que uma determinada música queria dizer, também fez-se silêncio – até para, depois, rir com ela de sua inabilidade com o idioma.
Maior que o silêncio foi a exaltação do público – a começar pelo segundo número do show, Farewell Angelina, de Bob Dylan, recebida com aplausos e assovios. O ex-namorado apareceria mais uma vez e com a mesma boa reação do público em It's All Over Now, Baby Blue. Bem recebida também foi House of the Rising Sun, clássico do repertório dos Animals e que ganha em emoção na voz suave, mas firme, de Joan. Emocionante também foi sua interpretação deGracias a La Vida, pedida insistentemente pela plateia durante boa parte da apresentação.
A prova definitiva do quanto a cantora conhece seu público, no entanto, foi a inclusão de duas emblemáticas canções brasileiras de protesto. A primeira, Pra Dizer Que Não Falei das Flores, levantou a multidão, que cantou de olhos marejados e punhos cerrados como se 2014 e 1964 fossem separados não por 50 anos, mas por 50 dias.Cálice, de Chico Buarque, que Joan já vinha cantando em suas apresentações pela América do Sul, dispensou a cantora do microfone, que deixou a cargo do público seu refrão.
O encerramento veio com Imagine – que bem poderia ter sido substituída por Blowin' In the Wind, prevista inicialmente no set list. Mas para quem esperou 33 anos, não dava para reclamar.
Gustavo Brigattigustavo.brigatti@zerohora.com.brZero HoraPorto Alegre20-03-2014
Fonte: Zero Hora



Veja também: Joan Baez na Argentina, Chile e Uruguai: You Tube

 Joan Baez: musa folk volta ao Brasil / entrevista Silvio Essinger, O Globo, Rio de Janeiro 15 /02/ 2014





Aos 73 anos de idade, a cantora promete dar nova cara às suas antigas músicas
Foto: Divulgação/Marina Chavez


Com shows marcados para o mês que vem em Rio, São Paulo e Porto Alegre, a engajada cantora americana lembra 1981, quando passou pelo país e foi proibida de cantar



RIO - Na primeira visita ao Brasil, em maio de 1981, a sina de “cantora de protesto” pegou a americana Joan Baez em cheio. Ditadura militar em vigência, as bombas do Riocentro ainda fumegantes, ela encontrou, ao chegar ao país, fortes restrições governamentais com relação a qualquer tipo de comentário político. E, sem muitas explicações, foi simplesmente proibida de cantar. Mas não ficou parada. Em São Paulo, almoçou com o então presidente do Partido dos Trabalhadores, Luiz Inácio da Silva, o Lula. No Rio, durante o Conclave do Sol, no Aterro do Flamengo, subiu ao palco e dançou um baião. Quase 33 anos depois, é a vez de ir à forra: Joan se apresenta dia 19 de março em Porto Alegre (no Auditório Araújo Vianna), dia 21 no Rio (no Teatro Bradesco) e 23 em São Paulo (no Teatro Bradesco paulistano).

Em entrevista por telefone, a artista de 73 anos revela um episódio pouco conhecido de sua passagem pelo Brasil: quando foi levada pelo deputado estadual Eduardo Suplicy (espécie de mestre de cerimônias de sua abortada turnê brasileira) ao Teatro da Universidade Católica de São Paulo.

 Acontecia o show de algum cantor de quem não me lembro, e o Suplicy me conduziu até o meio do público, onde a polícia não podia ir. Lá, eu fiz o meu show, que foi bem silencioso, sem instrumentos, só com voz.

Mesmo distante há tanto tempo, a cantora não perdeu de vista a realidade social e política do Brasil.

— Fiquei sabendo dos protestos, das multidões que foram às ruas por diferentes causas. Não dá para comparar com o que aconteceu aí nos anos 1980, mas foi bom ver as pessoas se manifestando novamente. Para mim, se for de forma pacífica, está tudo bem — explica Joan, que volta ao país acompanhada de dois músicos: o percussionista Gabriel Harris (seu filho com o jornalista e ativista político David Harris) e o multi-instrumentista Dirk Powell.

Conhecida pela interpretação de canções do ex-namorado Bob Dylan (“Farewell, Angelina”, “Simple twist of fate”), da chilena Violeta Parra (“Gracias a la vida”) e de sua própria lavra (“Diamonds and rust”), Joan Baez não costuma lá ter problemas de repertório.

 Eu sei quais são as músicas que as pessoas querem ouvir, mas quero fazer com que elas ainda soem novas, frescas, não importando de que época sejam — diz ela, confirmando que deve incluir nos shows “uma ou outra” canção de seus discos mais recentes.

Mais célebre voz feminina da música folk surgida nos anos 1960, Joan diz ter sentido muito a morte, no último dia 27, do cantor e eminência da canção política Pete Seeger, ídolo dela, de Dylan, de Bruce Springsteen e de tantos artistas e ativistas americanos.

 Pete viveu 94 anos de uma vida extraordinária, foi uma bússola moral para todos nós. Sua morte nos atingiu como sociedade. Ele teve a coragem de enfrentar o que muito poucos ousariam — afirma ela, que já foi uma das grandes entusiastas do presidente Barack Obama. — Eu apoiei sua candidatura logo no começo, e eu nunca tinha apoiado nenhum outro candidato. Ele tinha conseguido criar uma comunidade internacional que há muito não existia mais. Depois, tornou-se impossível que ele mudasse algo, a direita fez de tudo para se livrar dele. Obama deveria ter conversado com uns cinco ou seis prêmios Nobel e só depois sair fazendo as suas mudanças.

Em dezembro passado, Joan participou de um show para celebrar a música de “Inside Llewin Davis: Balada de um homem comum”, filme dos irmãos Joel e Ethan Coen retratando a cena folk do Greenwich Village em 1961 — que ela, por sinal, conheceu bem.

— Eles queriam promover o filme, convidaram vários artistas jovens e um da época. Que calhou de ser eu. Achei muito bonito da parte deles e me diverti muito nos camarins — conta a cantora, que segue atenta às movimentações do folk nos EUA. — Com toda a situação política dos anos 1960, tivemos uma excelente plataforma, todos queriam ouvir as nossas músicas. Hoje, o clima é outro, e os novos artistas têm dificuldades de chegar ao grande público.

Tempo acabando... e o que mais perguntar à mulher que namorou Bob Dylan e Steve Jobs? Joan ri e comenta:

— Uma repórter me falou uma vez: “Quer dizer que você é a única mulher que já viu os dois pelados?” E eu: “Sim, mas não ao mesmo tempo!


 © Silvio Essinger,
Rio de Janeiro 15 /02/ 2014


Fuente:
© O Globo


 


“No final, o que nós fizemos foi legal. Alguém aí de São Paulo, me desculpe se não lembro o nome, inventou de fazer um ato no qual eu me misturava com a plateia. Acabei cantando duas canções no meio, estava sem o violão mas cantei assim mesmo.”



Aos 73 anos, desembarca enfim no País para uma turnê regular uma das mais famosas vozes da música de protesto dos anos 1960 e 1970, a cantora norte-americana Joan Baez, responsável, entre outras coisas, por revelar em 1963 o cantor Bob Dylan. Ela cantou no primeiro Newport Festival e também foi uma das figuras-chave de Woodstock.
Nascida Joan Chandos Báez em Staten Island, Nova York, em 9 de janeiro de 1941, ela sofreu preconceito na infância por causa da pele mais escura, decorrência da sua herança mexicana. Por outro lado, a formação religiosa quaker da família a impulsionou a uma militância humanista radical.
Joan traz a turnê Gracias a La Vida a São Paulo no dia 23 de março, às 18 h, no Teatro Bradesco (ela toca também no dia 19 de março em Porto Alegre, no Auditório Araújo Vianna, às 21 h; e no Rio de Janeiro no dia 21, no Teatro Bradesco Rio, às 21 h). Antes, Joan Baez faz um retorno triunfal à América Latina que, no auge de suas ditaduras, a expulsou daqui: canta na Argentina, no Uruguai e no Chile.

A cantora falou ao Estado por telefone, no final da tarde de ontem. Está relançando o álbum Gracias a La Vida, no qual canta em espanhol e que gravou em 1974 em homenagem às vítimas da ditadura de Pinochet, no Chile, e em tributo a Violeta Parra. Bem-humorada e simpática, só demonstrou mesmo um certo desagrado quando foi questionada sobre a relação com Bob Dylan.

Há 33 anos, você deveria ter tocado em São Paulo, no Tuca. O que aconteceu?

Foi exatamente isso o que eu perguntei a todos os que foram na coletiva de imprensa que eu dei aí em São Paulo: o que aconteceu? Tudo o que eu queria era que me deixassem cantar, que me deixassem levar minha mensagem.

É verdade que três agentes da Polícia Federal foram até o seu hotel para ameaçá-la?

Sim. Eles me disseram que eu não poderia cantar e que, se insistisse, seria presa. Era algo que já tinha acontecido com outros músicos e não havia a quem recorrer. No final, o que nós fizemos foi legal. Alguém aí de São Paulo, me desculpe se não lembro o nome, inventou de fazer um ato no qual eu me misturava com a plateia. Acabei cantando duas canções no meio, estava sem o violão mas cantei assim mesmo.

É verdade que aqui você se tornou muito amiga de um militante brasileiro chamado Eduardo Suplicy?

Sim, é verdade. Ele está por aí? Como faço para conseguir o contato dele? Tem como você dizer para ele se colocar em contato com meus agentes quando eu estiver aí? Quero muito vê-lo.

Você teve também um confronto muito forte com a ditadura chilena naquela época, não?

Eu estava fazendo o que todos os americanos com consciência política estavam fazendo, me solidarizando com os povos sob ditaduras aqui, na Argentina, no Brasil e no Chile. Também fui proibida de atuar no Chile e fiz uma apresentação clandestina numa igreja (no município de Ñuñoa), acompanhada por outros músicos.

Li uma entrevista sua àimprensa chilena em que você diz que Obama deveria pedir desculpas pelo que os Estados Unidos fizeram na América Latina nos anos 1970, apoiando ditaduras e derrubando governos legítimos.

Não, eu não disse isso. Além do mais, ele não está envolvido com o que aconteceu naquela época. Eu acho que os que estiveram envolvidos deveriam pedir desculpas.

Mas você afirmou que o Prêmio Nobel para Obama foi ridículo, não afirmou?

Eu diria que foi usurpado. Obama mudou de fato o mundo inteiro, momentaneamente. Havia 40 anos que o povo americano lutava pela eleição de um homem negro, e ele representou isso. O que quer que tenha causado aquela mágica extraordinária não pode ter sido ruim. Ele nos conectou, foi importante sua eleição. E eu o apoiei, como apoiei o dr. Martin Luther King. Mas acho que ele deveria continuar fazendo mudanças, e ele estancou.

Há hoje uma discussão sobre a desaparição dos conceitos de esquerda e direita. Você se considera ainda uma esquerdista?

Eu nunca me defini assim. Sempre fui militante. Quando eu optei pelo caminho da não violência e da igualdade, muitas das causas nas quais eu me engajava eram identificadas com a esquerda. Quando você se põe contra o totalitarismo, pode ser rotulado. Eu apoiei Lech Walesa na Polônia, mas toda a minha militância tem a ver com a noção de igualdade.

Qual você acha que é o papel de Edward Snowden na política contemporânea?

Acho que ele proporcionou um dos momentos mais importantes da atual luta da humanidade por transparência, pela liberdade. Está em risco, mas acho que nunca nada aconteceu no mundo sem que alguém corresse um risco.

Um dos artistas que mais correram riscos na música americana foi Pete Seeger, que morreu esta semana. Em que medida ele foi influente para você?

Ele foi minha primeira e mais importante influência. Quando eu tinha 16 anos, uma tia minha me levou para assistir a um show dele, e aquilo mudou minha vida para sempre. Ele vivia a vida incondicionalmente. Era um grande poeta, e não distinguia sua vida e sua arte. Não é possível descrever todas as coisas que ele fez em prol de um mundo melhor. Quando ele surgiu, a música branca que se fazia então era tola e descartável.

Será possível que você cante aqui em São Paulo a canção Where Have All the Flowers Gone?, composição de Seeger que você costumava cantar?

Não sei. Você sabe se essa música é conhecida por aí? Pode ser que sim.

Seu disco mais recente, The Day After Tomorrow, é de 2008. Já tem seis anos. Está planejando gravar algo novo?

Estamos relançando um disco no qual eu canto em espanhol, e também queria cantar em português. Mas não quero condicionar uma turnê a uma gravação. Não funciona assim.

Você ainda mantém contato com Bob Dylan?

Não. Desculpe, tenho outras entrevistas para fazer, pode ser essa a sua última questão?


©Jotabê Medeiros
30 de janeiro 2014




Musa da contracultura Joan Baez enfim cantará no Brasil / 

Jotabé Mediros, O Estado de S. Paulo,  22 janeiro 2014

 


Proibida de cantar no País em 1981, ela tem três shows marcados em capitais do País em março



Maior nome feminino da folk music em todos os tempos, responsável por apresentar ao grande público, em 1962, o então desconhecido Bob Dylan, a cantora norte-americana Joan Baez se apresenta no Brasil pela primeira vez. Será no dia 23 de março, às 18h, no Teatro Bradesco, São Paulo (antes, ela toca no dia 19 de março em Porto Alegre, no Auditório Araújo Vianna, às 21h; e no Rio de Janeiro no dia 21, no Teatro Bradesco Rio, às 21h).
A turnê An Evening with Joan Baez, realizada pela Opus Promoções, também vai ao Chile, Uruguai e à Argentina. Baez veio ao Brasil para cantar em 1981. Iria se apresentar no Tuca, mas foi proibida, segundo denunciou, pela ditadura militar.

Desde 1958 gravando e fazendo turnês, “A Primeira Dama do Folk” Joan Baez está com 73 anos e continua idealista à esquerda. Ela esteve, em 2011, tocando voluntariamente a canção My Apple Pie no acampamento de manifestantes do Occupy Wall Street, em Nova York.

Com mais de 50 anos de carreira e 30 discos gravados, Joan Baez segue fazendo apresentações fundamentalmente baseadas em um som acústico (toca violão, piano e ukulele) e tocando as famosas protest songs que a celebrizaram. Ela abre o show desta turnê, habitualmente, com Rexroth’s Daughter e In My Time of Need, para em seguida cantar o hino Deportees, de Woody Guthrie, pioneiro da música folk norte-americana.

Também estão em seu repertório a famosíssima It’s All Over Now, Baby Blue, de Dylan (que foi seu companheiro entre 1962 e 1965), e The Night They Drove Old Dixie Down, de Robbie Robertson, da The Band.
Em tempos de manifestação, ninguém tem mais autoridade para falar sobre o tema que Joan Baez. Ela, que foi estrela em Woodstock. cantou We Shall Overcome diante de 250 mil pessoas na histórica manifestação comandada por Martin Luther King em Washington, em 1963. Foi presa duas vezes por bloquear a entrada do Centro de Convocação das Forças Armadas em Oakland, na Califórnia, e nunca se cansou de fazer discursos contra o recrutamento de jovens para a Guerra do Vietnã.

Fez uma manifestação silenciosa dentro de um abrigo antiaéreo norte-vietnamita, em Hanói. Era a única mulher que se postava ali como escudo humano para protestar contra o envolvimento dos Estados Unidos na guerra.
Joan e Bonnie Raitt escalaram uma sequoia canadense de mil anos para visitar e cantar para Julia Butterfly Hill, ativista que ficou sentada na árvore durante 500 dias para protestar contra a derrubada de sequoias antigas.
Seu estilo de vida também a aproxima dos grandes alternativos do pop. No final dos anos 1990, vivia em Woodside, na Califórnia, cercada por verduras orgânicas, cabras, cães e galinhas.
Apesar da disposição para a luta, ela teve de fazer muita terapia para superar vários tipos de paúra e frustração. “Quando olho para trás, quase não posso acreditar em algumas das coisas que ‘ela’ fez”, disse Baez ao jornal The Guardian em 2004. “Vejo aquela mocinha e ela me parece muito distante e precoce. Francamente, estou espantada e surpresa pelo que fiz. Porque não saí gritando daquele abrigo antiaéreo em Hanói ou daquela cela da prisão e não perdi a razão?”.


JOAN BAEZ
Teatro Bradesco. Rua Turiassu, 2.100, Bourbon Shop., 4003-1212. Dia 23/3, 18h. R$ 50/ R$ 230. www.teatrobradesco.com.br


©Jotabê Medeiros
22 de janeiro 2014